Curiosidades do mundo das jóias
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Gemas Preciosas

A gama de cores da natureza

A maioria das gemas é formada de minerais que crescem em determinadas formas cristalinas, arranjadas geometricamente, lapidáveis e dotadas de um grau superior de dureza. Mas estão também incluídos nessa classe, materiais orgânicos como os corais, âmbar e pérola.

Há 7 mil anos exercem grande atração sobre o homem. As primeiras conhecidas foram: ametista, cristal de rocha, âmbar, granada, jade, coral, lápis lazuli, pérola, serpentina, esmeralda e turquesa.

Em tempos remotos foram utilizadas como amuletos e talismãs, e ainda o são nos dias de hoje. Protegiam contra fantasmas e agradavam aos anjos. Podiam repelir o mal, proteger de envenenamentos, tornar graciosas as princesas, conduzir marinheiros de volta ao lar.

Existem superstições relacionadas às mais diversas gemas de adorno.

A turquesa era considerada pelos antigos como proteção ao cavaleiro e cavalo.

O rubi era chamado pedra de sangue. Gladiadores o utilizavam para estancar sangramentos.

A ametista podia deixar totalmente sóbrio aquele que ingeria inúmeras taças de vinho.

A água-marinha, associada ao próprio nome, era a pedra dos marinheiros, concedia o benefício de guiá-los de volta à casa.

No período da Peste Negra, a opala servia como um detector dessa doença. Ao ser usada por uma pessoa, se adquirisse a aparência opaca e fosca indicava o início desse mal.

Ao jade era creditado o poder de impedir a putrefação de corpos enterrados.

As pedras que necessitavam de lapidação para mostrar seu brilho e beleza simbolizavam uma humanidade que precisava ser purificada, enquanto os cristais de rocha, mais puros, eram o símbolo da virtude perfeita. A iconografia cristã interpreta-o como o símbolo da Virgem Maria. Muitas vezes esses cristais eram utilizados como corpos refletores auxiliando a meditação e exercendo poder curativo.

Atualmente as correntes esotéricas designam certas qualidades e dádivas para as gemas utilizando-as em diversos tratamentos inclusive na cromoterapia.

Existe uma intrigante analogia com relação aos 12 signos do zodíaco, as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos.

Nos "Livros das Pedras" dos antigos (Orfeu, Latinus, Teofrasto) a relação entre gemas e os signos é a seguinte: Áries = Hematita; Touro = Esmeralda; Gêmeos = Pedras multicoloridas; Câncer = Adulária; Leão = Rubi ou Diamante; Virgem = Berilo; Libra = Ágata; Escorpião = Ametista; Sagitário = Turquesa; Capricórnio = Ônix; Aquário = Âmbar; Peixes = Coral.

No Apocalipse (Revelação) de São João, a "Jerusalém Celeste" do fim dos tempos profetizado, é revestida de pedras preciosas multicoloridas. O sumo sacerdote dos hebreus portava no peito 12 colares adornados com pedras preciosas: Rubi; Crisólita; Berilo; Turquesa; Lápis lazuli; Jaspe; Jacinto; Ágata; Ametista; Tarsito; Calcedônia vermelha e a Nefrita. Nessas pedras estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel.

As cruzes da Igreja Oriental eram adornadas com 12 pequenas pedras preciosas (representação dos apóstolos) e uma pedra central maior (símbolo do Cristo).

Mas houve uma época em que a Igreja decretou que aquele que usasse pedras preciosas seria excomungado. Mais tarde aboliu essa lei inclusive adotando a ametista como pedra oficial dos anéis de bispos e cardeais.

Fala-se em pedra "preciosa" e "semi-preciosa" associando-se à 1ª, aquelas mais duras, resistentes e raras, já as mais moles são classificadas como "semi-preciosas" erroneamente, pois algumas delas podem ter maior valor do que outras "preciosas".

A gama de cores é incalculável, resultado de uma alquimia magnífica que a natureza faz com os elementos químicos.

É um verdadeiro privilégio trabalhar com elementos tão fascinantes oferecidos pelo nosso planeta, igual privilégio poder usá-los como adorno.

Cuide bem de suas pedras, elas são belas, puras e "mágicas" !!!

Márcia Pompei

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Garimpo Vegetal

Você já ouviu falar disso?

É isso mesmo, esse método foi desenvolvido por cientistas neo-zelandeses.A base do processo é a Fitorremediação, técnica que capta do solo elementos químicos poluidores acumulados em raízes de plantas.O método desenvolvido para o garimpo de ouro foi batizado de Fitomineração, através dele é possível tratar o solo onde se encontram plantas denominadas hiperacumuladoras, adequadas a essa finalidade e que retêm elementos químicos até cem vezes mais do que outros vegetais.Pesquisas neo-zelandesas mostram que esse método de extração pode ser economicamente viável, visto que foram obtidos 57 microgramas de ouro para cada grama de planta desidratada.

Robert R. Brooks, um dos autores do estudo, declarou que esse método pode ser utilizado em velhas minas abandonadas onde métodos já conhecidos não são capazes de coletar o precioso metal.

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Diamantes de Laboratório

 

Nem todos sabem mas eles começam a invadir o mercado joalheiro trazendo inúmeras vantagens.

A tecnologia existe desde os anos 50 mas, nessa época, a qualidade era desanimadora.

Ainda sofrem discriminação e "torcidas de nariz" mas, ao que parece, em breve serão estrelas ilustres em nossa área.

Mesmo ourives mais antigos que conhecem gemas mais profundamente não conseguem perceber a diferença.

É fácil distinguir um diamante natural de uma zircônia mas de um diamante de laboratório! não é pra qualquer um!!!

As gemas nascidas em laboratório costumam ter um número de série, visto apenas em microscópio.

A famosa Tiffany and Co. comenta abertamente que não usará diamantes de laboratório em suas peças.

A De Beers, controladora da oferta mundial de diamantes há anos, tem sentido essa pressão e tomado algumas inciativas como o empréstimo de equipamentos a importantes laboratórios para que se consiga distinguir facilmente os dois tipos de diamantes. A empresa acredita que os diamantes de laboratório não podem ser classificados como diamantes mas sim como um produto sintético, artificial.

O fato é que essa gema tem sofrido com alguns fatos que a envolvem e que estão sendo expostos ao mundo, podemos citar aqui o filme "Diamantes de Sangue".

Os diamantes de laboratório alcançam ou superam a qualidade dos naturais, têm preço mais acessível ao consumidor que vê a gema como a concretização de um sonho ou a comemoração de um evento marcante em sua vida.

São poucas, ainda, as empresas que atuam nesse segmento, produzindo essas gemas em laboratório, mas esse número deve crescer.

Em janeiro de 2007 a GIA (Instituto Gemológico da América) começou a prestar o serviço de classificação dessas gemas (que até então era recusado).

Ao que nos parece o diamante vai seguir o mesmo caminho da pérola. Hoje 95% do comércio mundial de pérolas se dá com as cultivadas (consideradas pérolas legítimas porém tendo a produção auxiliada pelas mãos do homem).

 

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O raio laser "limpando" diamantes

O raio laser tem sido usado para o tratamento de diamantes eliminando inclusões negras ou coloridas em seu interior. Esse procedimento proporciona à gema uma subida na escala de qualidade e consequentemente aumento do seu valor.

Firmas radicadas em Tel-Aviv, Antuérpia e Londres oferecem esse tratamento a custos que variam entre 20 a 30 libras esterlinas inglesas.

O feixe de laser penetra o diamante na direção que ofereça a menor distância à inclusão. Atingida a inclusão a pedra é submetida a um tratamento a vácuo com vapores ácidos.

As perfurações podem ser vistas com relativa facilidade utilizando-se lente com aumento de 10 vezes.

Essas aberturas são preenchidas com uma resina especial incolor.

Esse tratamento é efetuado apenas em pedras de qualidade inferior.

Os gemólogos divergem em opinião quanto à validade do uso desse processo.

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Santo Elói ou Elígio - Padroeiro dos joalheiros (dia 01 de dezembro)

 

Nascido no ano de 588 em Chaptelat, próximo a Limoges, França. Seus pais, camponeses humildes, zelaram pela educação do filho. Muito cedo ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa naquela época. É o padroeiro dos joalheiros e ourives.

Sua honestidade e habilidade com a arte chamou a atenção do rei Clotário II que forneceu uma grande quantidade de ouro para que Elói  confeccionasse um trono real. O ourives fez não um mas dois tronos e dessa forma conquistou a confiança do soberano que  deu-lhe o cargo de guardião e administrador do tesouro real além de ourives do rei.  O sucessor de Clotário, Dagoberto II, acabou nomeando Elói como embaixador e conselheiro.

Entre suas obras estão o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio em Paris, o cálice de Cheles entre outros.

Com sua remuneração fundou e reformou mosteiros e igrejas, resgatou prisioneiros de guerra e colaborou com diversas obras religiosas.

Elói ingressou integralmente à vida religiosa no ano de 639, após a morte do rei Dagoberto II morreu. Em 641 foi consagrado bispo de Noyon, em Flandres.

Foi também escultor, modelista e marceneiro além de religioso.

Faleceu na Holanda em 1o de dezembro de 660.

Foi canonizado. Sua festa acontece na data de sua morte. Também é considerado padroeiro dos cuteleiros, ferreiros, ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros, cocheiros, garagistas e metalúrgicos.

 

Fonte e maiores informações: www.paulinas.org.br

Entrar em contato com o Atelier Márcia Pompei

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