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Mat�ria publicada no Site: www.joiabr.com.br


MADEIRA
A nova estrela da joalheria



M�rcia Pompei(*)




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Perfeitamente enquadrada na tend�ncia de conex�o com a Natureza a Madeira se instala com for�a total no luxuoso mundo das j�ias e bijuterias.

Nos �ltimos tempos temos visto sementes, couro, palha, fibras vegetais entre tantos outros elementos at� ent�o descartados na confec��o de j�ias e adornos. � a busca pelas ra�zes, rumo �s entranhas da Terra.

Pulseiras, pingentes, an�is, correntes entre tantas outras pe�as de Madeira adornam as vitrines e visuais mais �antenados?.

Sua variedade de cores pode ser amplamente explorada, tanto pela est�tica quanto pelo lado m�stico.

Os tons de marrom (predominantes no elemento Madeira) simbolizam uma aproxima��o com a M�e Terra. Os tons alaranjados simbolizam o esfor�o pelo desempenho. Os tons da pele, mais suaves, est�o relacionados a um per�odo de transi��o em que a pessoa ainda n�o se definiu, est� avaliando possibilidades.

Nas linhas Esot�ricas sua principal caracter�stica � a de isolar, proteger.

A Figa, um antigo amuleto, foi inicialmente confeccionada em madeira. Traz prote��o e afasta o mau-olhado. Sua origem � latina, era usada em cultos onde se praticava a orgia, nas ilhas do Mar Mediterr�neo. Esteve presente no Imp�rio Romano. Devido � sua origem acredita-se que atraia a fertilidade. Ela �d� um n�? nas baixas vibra��es. A Madeira a� utilizada atua como isolante.

O antigo e s�bio costume popular de bater 3 vezes na Madeira quando algo ruim se aproxima diz tudo: isolar, afastar o mal.

O mesmo � verificado nas tradicionais e impressionantes �carrancas? do Rio S�o Francisco. S�o grandes figuras disformes, esculpidas em madeira, que ornamentam a proa de algumas embarca��es. A inten��o � afastar maus esp�ritos que habitam o reino das �guas.

A Madeira � um material muito vers�til e por isso mesmo sempre presente na vida do homem, desde os prim�rdios.

Pode ser usada como combust�vel, moradia, m�veis, meio de transporte, mat�ria prima para a ind�stria qu�mica entre tantas outras utilidades.

� composta por muitas subst�ncias. �leos, resinas, taninos, corantes, gorduras, gomas, glic�dios e subst�ncias minerais entre tantas outras. Sua riqueza � grandiosa.

S�o dois os grupos de Madeiras: brandas e duras. As brandas s�o do grupo das con�feras, com folhas em forma de agulha. Aparecem em regi�es temperadas e frias. As duras s�o do grupo das dicotiled�neas, com folhas largas. Pertencem a esse grupo o Carvalho, o Pinho, o ?lamo, o Mogno, a Aroeira, o Cedro, a Cerejeira, Imbuia e Jacarand� entre outras.

N�o necessariamente uma madeira branda � mais fr�gil do que a dura.

Algumas esp�cies de �rvore t�m sua colora��o interna modificada ap�s uma longa vida. A parte interna adquire uma colora��o mais escura do que a habitual, causada pela escassa circula��o de seiva. A parte externa da madeira mant�m-se mais clara, � o alburno. � atrav�s dessa camada externa que a seiva mineral absorvida pelas ra�zes ascende. O centro do tronco, a parte interna, atua como sustenta��o da �rvore.

Madeiras mais escuras remetem � tradi��o, bases s�lidas, seguras. Madeiras mais claras sugerem leveza, jovialidade, alegria.

Nem sempre a cor est� relacionada � idade da madeira, mas transmite essas sensa��es e �sinaliza? esses sentimentos h� s�culos.

H� �rvores que podem viver mil�nios. Elas s�o a fonte viva da hist�ria do nosso planeta. Quando tronco e ramos param de crescer ainda s�o capazes de tornar-se espessos. Camadas de madeira s�o depositadas na parte externa j� existente. O corte transversal do tronco mostra uma s�rie de an�is conc�ntricos. O n�mero desses an�is informa a idade do mesmo.

Hoje, quando vemos a madeira associada ao ouro, prata ou mesmo gemas, conseguimos perceber como elementos t�o diferentes podem valorizar-se uns aos outros. H� um di�logo entre eles, como se estivessem �batendo um papo? sobre os �ltimos acontecimentos do mil�nio. Chegamos a nos sentir pequenos, quase insignificantes com nossa �gloriosa? tecnologia de �ltima gera��o. Falta-nos humildade!

Quando usamos um objeto de madeira junto ao corpo estamos levando uma vida, �mesmo que em sil�ncio?.

Somos privilegiados por viver num pa�s rico em florestas, apesar do desmatamento. Temos mais de 200 �rvores nativas. O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov�veis (IBAMA) � quem regula e controla a ind�stria madeireira.

Em j�ias e pe�as de adorno podemos utilizar madeiras descartadas em outros segmentos, mas que ainda mant�m sua estrutura e apar�ncia t�o admiradas. Dessa forma n�o estimulamos o desmatamento e damos um passo a mais rumo � reciclagem.

� muito importante respeitarmos o meio ambiente, � um respeito � vida humana. Da natureza depende a sobreviv�ncia do homem. Infelizmente temos negligenciado essa informa��o sem perceber que estamos nos matando aos poucos.

Como � bom (e raro!) poder unir beleza, natureza e misticismo usando pe�as em madeira como j�ias. Como � bom ver que o homem come�a a valorizar elementos t�o �puros? e �simples?. Nem sempre o que � bom e bonito custa caro. Os valores est�o sendo reavaliados. Todos saem ganhando!

Bibliografia

Dicion�rio Ilustrado de S�mbolos
Hans Biedermann - Editora Melhoramentos

Os Talism�s e seus segredos
Nadia Julien - Editora Rideel Ltda.

O Livro dos Amuletos
Gabriela Erbetta e Michelle Seddig Jorge - Publifolha


[ ?ndice ]

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(*) M�rcia Pompei - Designer de j�ias e professora de joalharia e especializa��es
no Atelier M�rcia Pompei. � formada em Propaganda e Publicidade e atua no ramo desde 1990. Estudou com grandes mestres da Joalheria brasileira. Participou de exposi��es dentro e fora do pa�s. Desenvolve uma linha de material did�tico abordando diversas �reas da Joalheria.
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