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A festa do Divino Esp�rito Santo foi institu�da pela �Rainha Santa?, Isabel de Portugal, no s�culo XIV.
O Divino Esp�rito Santo � o terceiro integrante da Sant�ssima Trindade. Segundo o Cristianismo o Esp�rito � o que anima o homem, sem ele ser�amos apenas mat�ria inerte.
Pode-se dizer que a festa do Divino tem in�cio com a �Ascens�o do Senhor?, quarenta dias depois da P�scoa. A Igreja comemora a descida do Esp�rito Santo sobre os ap�stolos 50 dias ap�s a P�scoa.
H� algum tempo temos visto a madeira sendo empregada nas mais diferentes pe�as da Joalheria. No entanto, surpreendente mesmo � o casamento da madeira com um s�mbolo t�o arraigado � cultura brasileira, o Divino.
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� muito prov�vel que a festa do Divino tenha ra�zes nas remotas festividades das colheitas em antigas culturas: romana, babil�nica, ass�ria e judaica entre outras. Vale lembrar os misteriosos sab�s onde se comemorava a colheita e pedia-se abund�ncia para a pr�xima temporada. � uma comemora��o, sem d�vida alguma, que recebe forte influ�ncia do trabalho agr�cola, por isso, tamb�m, sua aus�ncia dos centros urbanos.
No Brasil cada localidade acabou por associar a Festa do Divino com algum elemento pitoresco como a alta temporada de pesca da tainha em Ubatuba-SP, o regime de chuvas em Tiet�-SP possibilitando a navega��o de canoas no trajeto do cortejo religioso ou o fim das colheitas e per�odo de inatividade no campo em Cunha-SP.J� no Nordeste as chuvas irregulares (ou ausentes) alteram a �poca das colheitas e influenciam a data da festa.
A comemora��o tem 3 etapas. Num primeiro momento � necess�rio angariar fundos para a festa, por isso um grupo de pessoas vai de casa em casa pedindo esmolas para o Divino. Nesse grupo est�o o porta-bandeira, violeiros e cantadores, � a Folia do Divino. A bandeira � levada a cada c�modo da casa. Acredita-se que a ben��o do Divino propicie boa colheita, sa�de e fartura al�m de afastar uma s�rie de males, por isso todos querem receber o Divino em suas casas e partilhar alimentos e prendas para a festa.
Quando a pomba entra na casa (na bandeira do Divino) � deitada sobre a cama do casal. Mulheres esfregam a bandeira em partes do corpo onde necessitam de uma cura ou ben��o especial.
Na �Casa de Festa? � montado o �Imp�rio do Divino?, trata-se de um c�modo revestido de vermelho com um altar onde se v� acima uma pomba dourada. Presentes no altar est�o a coroa, o cetro e as velas. Na bandeira do Divino os fi�is amarram fitas de cores variadas indicando a gra�a desejada. H� muitas iguarias, a festa � marcada pela �comilan�a?.
Ao final da comemora��o um novo festeiro (Imperador do Divino) � eleito para o ano seguinte. Caber� a ele a guarda da coroa. Seu prest�gio sempre foi t�o grande que, em 1822, Jos� Bonif�cio escolheu o t�tulo de �Imperador do Brasil? porque o povo estava mais habituado a essa denomina��o do que a de �Rei?.
O S�mbolo maior do Divino � a Pomba.
O uso dessa ave n�o � inesperado.P�ssaros s�o os s�mbolos favoritos junto a crian�as, lembremos da lenda da cegonha trazendo beb�s. Al�m disso, a capacidade de elevar-se no ar e voar causa fasc�nio no homem desde prim�rdios. Esse fato, segundo a psican�lise, associa a ave � ere��o masculina, s�o tidas como s�mbolos f�licos. Talvez por isso o pombo do Divino � representado sempre com as asas abertas, para fazer, tamb�m, uma alus�o ao feminino, ao seu �rg�o genital (mesmo que inconscientemente).
O passado mostra a import�ncia dessa ave tamb�m em outras cren�as e culturas. A pomba era a ave favorita de Afrodite. Zeus assumiu a forma de um pombo para seduzir Phth�ia. Foi um p�ssaro sagrado para ass�rios, eg�pcios e hebreus. Na S�ria eram venerados e n�o podiam ser tocados. Foi ele o mensageiro no Dil�vio.
A associa��o do pombo ao fogo, como vemos no Esp�rito Santo, tamb�m aparece em lendas Budistas e no Oriente. No Cristianismo � associado � pureza. Na China simboliza a fidelidade conjugal. Na ?ndia � considerado o p�ssaro da alma.
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Entre os Alquimistas a pomba branca � o s�mbolo da limpeza da mat�ria prima a caminho da transforma��o.
A grande maioria das imagens de pombas do Divino � feita de madeira (cacheta e raramente cedro). S�o encontradas algumas em barro cozido. Quanto ao tamanho a m�dia � de 10cm mas h� varia��es. Algumas recebem um tratamento com purpurina prateada ou dourada, outras apresentam a pintura de um colar no pesco�o com um cora��o dependurado.
Mais uma vez a criatividade brasileira transp�e limites e previs�es.
O folclore, a cren�a, a raiz de um povo retratados em j�ias t�o belas
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Bibliografia
Divino
Simbolismo no folclore e na arte popular
Eduardo Etzel - 1995 Livraria Kosmos Editora Ltda
Dicion�rio Ilustrado de S�mbolos
Hans Biedermann - 1989 Editora Melhoramentos
Dicion�rio do Folclore Brasileiro
Lu�s da C�mara Cascudo - Global Editora
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