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Matéria publicada no Site: www.joiabr.com.br
 


MANDALA
Ela está de volta!


Márcia Pompei(*)




 

Esse atraente símbolo místico tem aparecido em peças de joalheria há algum tempo.

Nas últimas coleções surge ainda mais enigmática.
Sua forma, componentes, apresentação, cores e tudo mais, quase que “hipnotiza” quem a observa. E a intenção é essa mesmo.

Sua principal finalidade é a de induzir à concentração. É um forte veículo para a meditação. Leva o indivíduo a percorrer o caminho evolutivo do estado de consciência biológico até o espiritual.

A palavra é sânscrita e significa “círculo” mas acredita-se numa forte ligação com os druídas.

Sua estrutura consiste num Centro e formas dispostas ao seu redor, circular ou geometricamente.

Segundo Thorwald Dethlefsen “o verdadeiro centro de um círculo é um ponto”. Mas o Ponto não tem dimensão, está distante não só da nossa percepção mas também da nossa imaginação. Por simbolizar a unidade e a perfeição, é também um símbolo de Deus, em inúmeras culturas ao longo da história da humanidade.

O Círculo se forma a partir de um Ponto central, é definido por ele. Ponto e Círculo – Deus e Mundo – Conteúdo e Forma.

O Centro da Mandala simboliza a totalidade, a divindade, a consciência superior, cósmica. Segundo o grau de iniciação alternam-se os símbolos. No Sistema tântrico do Hinduísmo podemos encontrar aí a cunha do trovão diamantino representando a união masculino/feminino.

As formas ao redor do Centro representam as inúmeras facetas da personalidade humana.
O Centro é a quietude, o Redor é o movimento. Tudo se move ao redor de um ponto, quase como uma “dança” ritual. Estamos sempre nos movimentando, não só corpo mas também a mente (e a alma). Estamos em busca de um Centro, do nosso Centro.
Não é à toa que a dança pode ser usada para alcançar experiências místicas.

O homem nunca estará satisfeito, por mais que modifique, atinja ideais, porque só no Centro se encontra a grande realização. E onde estará esse Centro? Em nenhum lugar mas em todos, porque ele é a base de tudo.

Curiosidade: A tradução da palavra grega “pecar” é “errar o ponto”.

No Hinduísmo e Budismo a Mandala é a representação do poder dos deuses e do universo.

Para algumas outras crenças e linhas esotéricas é a representação do círculo solar.
Nosso sistema solar é uma Mandala. No entanto sua mais forte simbologia está relacionada à passagem para o espaço sagrado interior.

No Tibete, Índia e Nepal pode ser vista na arquitetura dos templos.
Também é encontrada em desenhos pintados e forjadas. É chamada “Iantra”.

É modelo espiritual da ordenação do mundo (Cosmograma).

Podemos encontrar “símbolos alquímicos” relacionados à Mandala.

A célula é uma Mandala, assim como o átomo. O corpo humano é formado por inúmeras Mandalas.
Os Chakras? O que serão?

Carl Jung foi um dos grandes estudiosos desse símbolo que conquistou inúmeros admiradores.

Segundo a Psicologia, a Mandala faz com que o indivíduo amenize a limitação do campo visual psíquico através da contemplação e concentração, dirigindo a atenção para conteúdos espirituais e intuição, o que possibilita enraizá-los à Psique.

Jung considera a Mandala como um “arquétipo” inato que pode surgir espontaneamente, mesmo entre pessoas com deficiência de cultura pois está no curso de um processo de maturação da alma. Pode surgir em sonhos ou visões, por exemplo.

É um símbolo de imersão, de introversão numa fase caótica pela qual passa o ser humano que possibilita expressar a essência da alma e formas de “conciliação” com a totalidade.

Símbolos misteriosos que se “vestem” de belos materiais raros e luxuosos para adornar e “fazer pensar”.


Bibliografia

Dicionário Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann - Editora Melhoramentos

Dicionário de Magia e Esoterismo
Nevill Drury - Editora Pensamento

Mandalas – Formas que representam a harmonia do cosmos e a energia divina
Rüdiger Dahlke - Editora Pensamento

Símbolos Esotéricos de Planeta
Editora Grupo de Comunicação Três


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(*) Márcia Pompei - Designer de jóias e professora de joalharia e especializações
no Atelier Márcia Pompei. É formada em Propaganda e Publicidade e atua no ramo desde 1990. Estudou com grandes mestres da Joalheria brasileira. Participou de exposições dentro e fora do país. Desenvolve uma linha de material didático abordando diversas áreas da Joalheria.
mapompei@joia-e-arte.com.br
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