Feninjer - Origem
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FENINJER – 1985 – 2010 – 50 anos brilhando


“O Clube dos 11”, assim começou a FENINJER.

Em 1983 um grupo de joalheiros decidiu fazer uma “feira em alto mar”, isso mesmo, fretaram um transatlântico, o Itália C, e lá reuniram compradores em potencial para apreciar seus lançamentos. Diferente do que o nome indica não eram 11 e sim 10 fabricantes. O problema é que o 11º. participante desistiu na última hora e o evento já estava batizado.


Os 10 pioneiros:

- Costantini
- Beta
- Denoir
- Duque SP
- Duque AM
- Metalforte
- Metalnobre
- MFS
- Seculus
- Stern Joias

Acostumados às feiras do exterior, principalmente a de Vicenza, Itália, esses empresários sentiram a necessidade de um evento que proporcionasse algo parecido ao segmento de joias brasileiro.

Nessa época marcaram presença a Beta e a Divinal, com os maiores parques industriais. Nelson e Guilherme Duque, primos, eram originários de São José do Rio Preto, assim como a Costantini, forte com anéis de formatura. O Rio de Janeiro se destacava entre todas as outras cidades, era forte a influência de portugueses e judeus. Lá estavam Antuérpia e DeBeers, trabalhando o segmento de diamantes, além da Arrigoni.

 

Reuniões desse grupo:

1979 – turnê por Fortaleza, Recife e Salvador.

1980 e 81 – evento comercial no Hotel Caesar Park – na Rua Augusta, em São Paulo.

1982 – Guarujá, litoral do estado de São Paulo.

A partir disso a feira num navio (o Itália C), em 1983, foi conseqüência.

Uma feira dentro de um navio, ousadia, inovação. Foi um evento comentado em todo o mundo segundo depoimento do Sr. José Pascoal da Costantini.

Esse foi um momento muito importante para a joalheria brasileira. Vendia-se muito, o fabricante tinha o luxo de escolher seus clientes. Os “escolhidos” para o passeio de navio sentiam-se honrados, compravam muito.

A partir de 1985 surgiu a Feira Brasileira de Joias, realizada no Hotel Hilton na Av. Ipiranga em São Paulo.

O Sr. Hugo Brüner, das Joias Brüner, ingressou no grupo na época do Hotel Hilton.

Paralelo a esse grupo havia outro, contando com sete fabricantes, entre eles Mirandouro, Mundial, Guindani e Divinal. Eles organizavam feiras itinerantes que aconteciam em Guarapari no Espírito Santo, Itapema em Santa Catarina ou em Salvador na Bahia.

Algum tempo depois os dois grupos resolveram se unir para produzir um evento maior, com mais expositores e opções. Esse evento bateu recorde de público, com 81 stands no Hotel Maksoud Plaza, apenas para comerciantes de joias e relógios. Depois veio o Esporte Clube Pinheiros como sede da feira que agora acontecia a cada seis meses.

Somente em 1989 o evento foi batizado “FENINJER”. No início dos anos 90 a feira passa a ser coordenada pelo IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos), até então era organizada por um grupo de empresários, uma empresa de eventos e uma montadora.

Chegou ao Hotel Transamérica em 1993 onde permaneceu até 2001. Começou ocupando 1.400m² os quais foram expandidos para 3.080m² em cinco anos.

Em fevereiro de 1997, 24ª. edição, um grupo de designers foi convidado a participar da feira expondo seus trabalhos num espaço exclusivo.

Em 2000 a parceria da APEX (Agência de Promoção das Exportações do Governo Federal) dá um forte impulso para o contato com o mercado externo, a FENINJER fecha o milênio com chave de ouro.

Na primeira feira de 2001, 32ª. edição, foi divulgada a pesquisa realizada pelo IBGM com apoio do World Gold Council: Características e Tendências do Mercado e o Comportamento do Consumidor Brasileiro de Joias. Ainda na 32ª. edição o lançamento do Selo de Qualidade Amagold Brasil e Brasil Incorpora Design.

Em 2002, 34ª. edição, a FENINJER tem sua área de ocupação triplicada, segue então para o Transamérica Expo Center, com 8.000m².

Na 35ª. edição foi lançado o Mais Varejo, programa de treinamento para varejistas do setor joalheiro.

A 36ª. edição foi a primeira a apresentar um tema para a FENINJER.

Em 2010 calcula-se que aproximadamente 4.000 compradores visitem cada edição da FENINJER (a feira é semestral).


Márcia Pompei – fevereiro de 2010.


Fonte de conteúdo e imagens: Catálogo Oficial da 50ª. Feninjer.


Atenção: se você quiser utilizar esse texto (parcial ou totalmente) nós o autorizamos desde que nos sejam dados os devidos créditos. Queira anotar no final da matéria: nome da autora (Márcia Pompei) e site de origem (www.joia-e-arte.com.br). É um prazer poder compartilhar informações que enriqueçam o conhecimento de todos e eleve o nível da Joalheria brasileira.

 

 

 


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